Centro Cultural

ContraCanto

Depois de três dias de espetáculos totalmente esgotados e de três salas repletas de um público visivelmente comovido e emocionado, o ContraCanto fecha a cortina régia de coração cheio.

As semanas de intensa preparação e antecipação deram lugar a um palco cheio de profissionalismo e dedicação e a uma comunhão única entre elementos de uma equipa que se entregou por completo a um projeto que acreditou ser especial.
Fora do palco, para lá dos olhos de todos, outra mão-cheia de gente boa contribuía para a magia de tudo o que se viu.
Cruzaram-se no Contracanto dezenas de pessoas, tão diferentes nos seus percursos, vidas e experiências, mas todas iguais neste orgulho de se ser português.
Pela mão experiente, competente e, sobretudo, apaixonada de António Leal, atores, músicos, adultos, jovens, crianças, público – todos - passearam pela música de Zeca Afonso e por um Portugal terno, doce e enorme. Foram dias especiais e inesquecíveis.
Impõe-se dizer: Vale a pena.
Vale a pena abraçar ideias felizes, belas e sinceras.
Vale a pena arregaçar as mangas, abrir os braços, rasgar sorrisos e escancarar as portas.
Vale a pena chamar amigos, receber quem chega e convidar quem ainda não chegou.
Vale a pena derrubar obstáculos, subir muito acima do provável e descer depois numa vénia humilde e verdadeiramente grata.
Vale a pena dormir pouco para, enfim, se acordar tão leve e tão vivo.
Vale a pena acreditar em quem sabe, apostar em quem consegue e realizar o possível.
Obrigado a todos os que se juntaram a nós em cima do palco ou que, lá fora, aplaudiram de pé!
Valeu a pena o ContraCanto, porque vale a pena Portugal.

A produção.